A abordagem de auto-ajuda só funciona em casos leves a moderados de vaginismo? Ou também funciona em casos graves?

A abordagem de auto-ajuda só funciona em casos leves a moderados de vaginismo? Ou também funciona em casos graves?

 

O sucesso é o resultado normal do tratamento, independentemente do nível de gravidade do vaginismo.

A abordagem de auto-ajuda demonstrou ter bons resultados com todos os níveis de gravidade do vaginismo. Independentemente da gravidade, o vaginismo é tratado eficazmente através das mesmas técnicas e exercícios gerais com apenas uma pequena variação. A eficácia da autoajuda é incontestável. Estatisticamente, a auto-ajuda tem o respaldo teórico de estudos como, por exemplo, Schnyder, Schnyder-Luthi, Ballinari, & Blaser, 1998 e Lankveld, Everaerd, & Grotjohann, 2001.

Inúmeras mulheres com vaginismo agudo e grave (onde a mulher não consegue inserir nada na abertura vaginal—dedo, absorvente interno ou até mesmo algo pequeno como um cotonete) superam completamente o vaginismo simplesmente realizando as etapas do programa em casa. Observe também que a gravidade aparente do vaginismo não se correlaciona com a duração do tratamento. O nível de motivação e o esforço são fatores muito mais importantes na duração do tratamento e em quando a mulher conseguirá ter intercurso sexual.

Seguir O Tratamento No Seu Próprio Ritmo

Um dos benefícios extras da abordagem de auto-ajuda para as mulheres com casos mais graves é que elas podem fazer o programa de acordo com o seu próprio ritmo. Em alguns casos, por exemplo, onde houve uma história de trauma emocional grave, sugerimos que as mulheres façam terapia ou obtenham algum outro tipo de ajuda caso necessário. Em casos onde existem problemas médicos, sugerimos também que as mulheres lidem com estes problemas através da ajuda de médicos ou provedores médicos.

 

Referências

  1. Lankveld, J., Everaerd, W., & Grotjohann, Y. (2001). Cognitive-behavioral bibliotherapy for sexual dysfunctions in heterosexual couples: A randomized waiting-list controlled clinical trial in the Netherlands. J Sex Res, 38(1), 51-67.
  2. Schnyder, U., Schnyder-Luthi, C., Ballinari, P., & Blaser, A. (1998). Therapy for vaginismus: In vivo versus in vitro desensitization. Can J Psychiatry, 43(9), 941-44.

 

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